Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o CCS, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito e como remover, acesse aPolítica de cookies. Para saber como a UFRN trata os dados, acesse aPolítica de Privacidade. Se você concorda, clique em "Ciente".

Artigo avalia terapias para sintomas da menopausa em sobreviventes de câncer de mama

03 de Março de 2026

Ressecamento vaginal, ardor, irritação e dor durante as relações sexuais estão entre os sintomas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), condição frequente entre mulheres sobreviventes do câncer de mama e que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Como a terapia hormonal costuma ser contraindicada nesses casos, tratamentos como laser e radiofrequência têm sido investigados como alternativas não hormonais. Mas esses métodos são, de fato, eficazes e seguros para todas essas mulheres?

Essa questão foi analisada em um artigo desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Saúde Baseada em Evidências (Saber) e publicado no International Journal of Gynecology & Obstetrics, sob o título Laser e radiofrequência para o tratamento da síndrome geniturinária da menopausa em sobreviventes de câncer de mama. O grupo é vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN) e coordenado pelas professoras do Departamento de Tocoginecologia Nicoli Serquiz de Azevedo e Ana Katherine Gonçalves.

O artigo faz uma revisão dos principais estudos clínicos sobre o uso de terapias não hormonais para o alívio dos sintomas da SGM em mulheres que já passaram por tratamento oncológico. “A síndrome geniturinária da menopausa ainda é um assunto pouco discutido por pacientes e profissionais de saúde. A pesquisa desse tema está relacionada à necessidade de um olhar mais atento para mulheres que, muitas vezes, sofrem em silêncio com sintomas intensificados pelos tratamentos oncológicos”, explicou a professora Nicoli Serquiz.

ESTUDOS

Para a revisão, os pesquisadores consultaram trabalhos disponíveis em bases internacionais de artigos científicos que avaliavam o uso de diferentes tecnologias aplicadas por via intravaginal, como laser e radiofrequência. A análise revelou, no entanto, um número ainda limitado de ensaios clínicos nessa área.

Além disso, embora os resultados disponíveis indiquem que essas intervenções sejam seguras e possam promover melhora dos sintomas no curto prazo, os autores destacam a necessidade de pesquisas mais robustas, com maior número de participantes e acompanhamento prolongado, para confirmar a eficácia a longo prazo.

Segundo Nicoli Serquiz, também é essencial avançar na identificação dos perfis de pacientes que mais se beneficiam dessas terapias, além de definir o número ideal de sessões e a duração dos efeitos. “Essas lacunas reforçam justamente a importância do ensaio clínico que estamos conduzindo na UFRN, atualmente em fase final. Temos observado melhora clínica em parâmetros como ressecamento vaginal, lubrificação e saúde vaginal”, revelou.

O artigo pode ser consultado na íntegra neste link.

---- 

Siga-nos no Instagram: 

@ccsufrn 

---- 

Marcone Maffezzolli – Jornalista 

Assessor de Comunicação do CCS 

(maffezzolli.ufrn@gmail.com)